O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, formalizou o fim da desoneração dos combustíveis. Na prática, isso significa que amanhã já será retomada a cobrança de impostos sobre os combustíveis.

Haddad culpa Bolsonaro por reonerar combustíveis e fala em recompor receita 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, formalizou o fim da desoneração dos combustíveis. Na prática, isso significa que amanhã já será retomada a cobrança de impostos sobre os combustíveis. O ministro ressaltou que a nova gestão deseja "recompor o orçamento público, do ponto de vista da despesa e da receita" e que a volta da cobrança do imposto é necessário para isso. 

Haddad falou que a "reoneração da gasolina será de R$ 0,47 e, com o desconto da Petrobras, dá R$ 0,34 de saldo líquido". Do etanol, "será de R$ 0,02 e manterá a diferença de R$ 0,45". O diesel e o gás de cozinha estão livres de impostos até o fim deste ano. 

Haddad reforçou que a decisão foi tomada pelo presidente Lula (PT) e que, para fazer o anúncio, o Ministério aguardou o fechamento da política de preços da Petrobras para março. Hoje mais cedo, a empresa anunciou redução de 3,93% no preço médio da gasolina vendida para as distribuidoras e de 1,95% no preço do diesel. Os novos preços entram em vigor amanhã, como uma forma do governo balancear a volta dos impostos. 

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também participou do anúncio e fez críticas à medida de desoneração. Estamos corrigindo uma distorção, onde uma medida eleitoreira criou um mecanismo contra a população brasileira, um mecanismo tributário para financiar acionistas de grandes petroleiros".

Desoneração de combustíveis
Em ano eleitoral, o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL) optou, em junho de 2022, por zerar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), em meio a uma crise motivada pelos altos preços dos combustíveis, que causava desaprovação popular. A medida iria até o dia 31 de dezembro do ano passado, último dia da gestão do ex-presidente. Na transição de governo, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, conversou com Haddad sobre estender o prazo da isenção de impostos.

Transcrito do UOL

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